quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

SALVE NOSSA MÃE IEMANJÁ




Representações de Iemanjá no Candomblé: a de verde, Asèssu, a de azul, Assabá.
Iyemanjá, Yemanjá, Yemaya, Iemoja "Iemanjá" ou Yemoja, é um orixá africano, cujo nome deriva da expressão Iorubá "Yèyé omo ejá" ("Mãe cujos filhos são peixes"), identificada no jogo do merindilogun pelos odu ejibe e ossá, representado materialmente e imaterial pelo candomblé, através do assentamento sagrado denominado igba yemanja.
Na Mitologia Yoruba, a dona do mar é Olokun que é mãe de Yemanjá, ambas de origem Egbá.
Yemojá, que é saudada como Odò (rio) ìyá (mãe) pelo povo Egbá, por sua ligação com Olokun, Orixá do mar (masculino (no Benim) ou feminino (em Ifé)), muitas vezes é referida como sendo a rainha do mar em outros países. Cultuada no rio Ògùn em Abeokuta
História
Pierre Verger no livro Dieux D'Afrique registrou: "Iemanjá, é o orixá dos Egbá, uma nação iorubá estabelecida outrora na região entre Ifé e Ibadan, onde existe ainda o rio Yemanja. Com as guerras entre nações iorubás levaram os Egbá a emigrar na direção oeste, para Abeokuta, no início do século XIX. Não lhes foi possível levar o rio, mas, transportaram consigo os objetos sagrados, suportes do axé da divindade, e o rio Ògùn, que atravessa a região, tornou-se, a partir de então, a nova morada de Iemanjá. Este rio Ògùn não deve, entretanto, ser confundido com Ògún, o orixá do ferro e dos ferreiros."
Brasil
Yemanja - escultura de Carybé em madeira (Museu Afro-Brasileiro, Salvador (Bahia), Brasil.
No Brasil, a orixá goza de grande popularidade entre os seguidores de religiões afro-brasileiras, e até por membros de religiões distintas.
Em Salvador, ocorre anualmente, no dia 2 de fevereiro, a maior festa do país em homenagem à "Rainha do Mar". A celebração envolve milhares de pessoas que, trajadas de branco, saem em procissão até ao templo-mor, localizado próximo à foz do rio Vermelho, onde depositam variedades de oferendas, tais como espelhos, bijuterias, comidas, perfumes e toda sorte de agrados.
Outra festa importante dedicada a Iemanjá ocorre durante a passagem de ano no Rio de Janeiro. Milhares de pessoas comparecem e depositam no mar oferendas para a divindade. A celebração também inclui o tradicional "Banho de pipoca" e as sete ondas que os fiéis, ou até mesmo seguidores de outras religiões, pulam como forma de pedir sorte à Orixá.
Na Umbanda, é considerada a divindade do mar, além de ser a deusa padroeira dos náufragos, mãe de todas as cabeças humanas.
                Iemanjá, rainha do mar, é também conhecida por dona Janaína, Inaê, Princesa de Aiocá e Maria, no paralelismo com a religião católica. Aiocá é o reino das terras misteriosas da felicidade e da liberdade, imagem das terras natais da África, saudades dos dias livres na floresta
Além da grande diversidade de nomes africanos pelos quais Iemanjá é conhecida, a forma portuguesa Janaína também é utilizada, embora em raras ocasiões. A alcunha, criada durante a escravidão, foi a maneira mais branda de "sincretismo" encontrada pelos negros para a perpetuação de seus cultos tradicionais sem a intervenção de seus senhores, que consideravam inadmissíveis tais "manifestações pagãs" em suas propriedades.[2] Embora tal invocação tenha caído em desuso, várias composições de autoria popular foram realizadas de forma a saudar a "Janaína do Mar" e como canções litúrgicas.
Pela primeira vez em dois de Fevereiro de 2010 uma escultura de uma sereia negra, criada pelo artista plástico Washington Santana, foi escolhida para representação de Iemanjá no grande e tradicional presente da festa do Rio Vermelho, Salvador, Bahia em homenagem à África
Arquétipo
Seus filhos e filhas são serenos, maternais, sinceros e ajudam a todos sem exceção.       Gostam muito de ordem, hierarquia e disciplina. São ingênuos e calmos até demais, mas quando se enfurecem são como as ondas do mar, que batem sem saber onde vão parar. São vaidosos mais com os cabelos. Suas filhas sabem seduzir e encantar com a beleza e mistérios de uma sereia. Geralmente as filhas de Iemanjá têm dificuldade em ter filhos, pois já são mães de coração de todos.
Qualidades
Dia: sexta-feira.
Data: 2 de Fevereiro e 8 de Dezembro
Metal: prata e prateados.
Cor: prata transparente, azul, verde água e branco.
Pedra: brilhante, pérola
Comida: manjar branco, peixe de água salgada, bolo de arroz,  melancia, cocada branca.
                Arquétipo dos seus filhos: voluntarioso, fortes, rigorosos, protetores, caridosos, solidários em extremo, ingênuos, amigo, tímido, vaidosos com os cabelos principalmente, altivos, temperamentais, algumas vezes impetuosos e dominadores, e tem um certo medo do mar.
                Símbolos: abebé prateado, alfange, agadá, obé, peixe, couraça, adê, braceletes, e pulseiras.
Sincretismo
                Existe um sincretismo entre a santa católica Nossa Senhora dos Navegantes e a orixá da Mitologia Africana Iemanjá. Em alguns momentos, inclusive festas em homenagem as duas se fundem.[4][5] No Brasil, tanto Nossa Senhora dos Navegantes como Iemanjá tem sua data festiva no dia 2 de fevereiro. Costuma-se festejar o dia que lhe é dedicado, com uma grande procissão fluvial.
                Uma das maiores festas ocorre em Rio Grande, no Rio Grande do Sul, devido ao sincretismo com Nossa Senhora dos Navegantes. No mesmo estado, em Pelotas a imagem de Nossa Senhora dos Navegantes vai até o Porto de Pelotas. Antes do encerramento da festividade católica acontece um dos momentos mais marcantes da festa de Nossa Senhora dos Navegantes em Pelotas, que em 2008 chegou à 77ª edição. As embarcações param e são recepcionadas por umbandistas que carregavam a imagem de Iemanjá, proporcionando um encontro ecumênico assistido da orla por várias pessoas.[6]
                No dia 8 de dezembro, outra festa é realizada à beira mar baiana: a Festa de Nossa Senhora da Conceição da Praia. Esse dia, 8 de dezembro, é dedicado à padroeira da Bahia, Nossa Senhora da Conceição da Praia, sendo feriado municipal em Salvador. Também nesta data é realizado, na Pedra Furada, no Monte Serrat em Salvador, o presente de Iemanjá, uma manifestação popular que tem origem na devoção dos pescadores locais à Rainha do Mar - também conhecida como Janaína
                Na capital da Paraíba, a cidade de João Pessoa, o feriado municipal consagrado a Nossa Senhora da Conceição, 8 de dezembro, é o dia de tradicional festa em homenagem a Iemanjá. Todos os anos, na Praia de Tambaú, instala-se um palco circular cercado de bandeiras e fitas azuis e brancas ao redor do qual se aglomeram fiéis oriundos de várias partes do Estado e curiosos para assistir ao desfile dos orixás e, principalmente, da homenageada. Pela praia, encontram-se buracos com velas acesas, flores e presentes. Em 2008, segundo os organizadores da festa, 100 mil pessoas compareceram ao local.
                No Brasil, Iemanjá na versão de Pierre Verger, representa a mãe que protege os filhos a qualquer custo, a mãe de vários filhos, ou vários peixes, que adora cuidar de crianças e animais domésticos.
                Em Cuba, Yemayá também possui as cores azul e branca, é uma rainha do mar negra, assume o nome cristão de La Virgen de la Regla e faz parte da Santeria como santa padroeira dos portos de Havana.
Lydia Cabrera fala em sete nomes igualmente, especificando bem que apenas uma Iemanjá existe, à qual se chega por sete caminhos. Seu nome indica o lugar onde ela se encontra.
Acontecimentos extraordinários
                Todo réveillon, principalmente na Cidade do Rio de Janeiro, no bairro de Copacabana, milhares de pessoas se reúnem para cantar e presentear Iemanjá, jogando presentes e rosas no mar, (prática esta que deve de ser excluída, mantendo a natureza e o mar LIMPOS), fazer oferenda e recolher pois  o certo, é: nada de RESTOS OU ENTREGAS NO MAR!
Fonte: Internet

domingo, 4 de dezembro de 2011

SALVE IANSÃ





Dia 04 de Dezembro..... Dia de Santa Barbara
Epahei minha mãe....
Epahei Iansã,,,,,
                Deusa da espada de fogo, Dona das paixões, Iansã é a Rainha dos raios, dos ciclones, furacões, tufões, vendavais. Orixá do fogo, guerreira e poderosa. Mãe dos eguns, guia dos espíritos desencarnados, Senhora dos cemitérios.
                Não é muito difícil depararmo-nos com a força da Natureza denominada Iansã Convivemos com ela, diariamente.
                Iansã é o vento, a brisa que alivia o calor. Iansã é também o calor, a quentura, o abafamento. É o tremular dos panos, das árvores, dos cabelos. É a lava vulcânica destruidora. Ela é o fogo, o incêndio, a devastação pelas chamas.
                Sentimos Iansã nos ventos fortes, nos deslocamentos dos objetos sem vida. Orixá da provocação e do ciúme.
                Iansã também é a paixão. Paixão violenta, que corrói, que cria sentimentos de loucura, que cria desejo de possuir, o desejo sexual. É a volúpia, o clímax, o orgasmo do homem e da mulher. Ela é o desejo incontido, o sentimento mais forte que a razão. A frase “estou apaixonado” tem a presença e a regência de Iansã, que é o Orixá que faz nossos corações baterem com mais força e cria em nossas mentes os sentimentos mais profundos, abusados, ousados e desesperados. É o ciúmes doentio, a inveja suave, o fascínio enlouquecido. É a paixão, propriamente dita.
                Iansã é a disputa pelo ser amado. É a falta de medo das conseqüências de um ato impensado, no campo amoroso. É até mesmo a vontade de trair, de amar livremente. Iansã rege o amor forte, violento.
                Iansã é a deusa dos cemitérios. Ela é a regente, juntamente com Omulu (ou Obaluaê), dos Campos Santos, pois comanda a falange dos eguns. Comanda também a falange dos Boiadeiros, encantados que são cultuados nas casas de Nação de Angola. Ela é sua rainha.
                Como deus dos mortos, Iansã carrega consigo o eruxin, feito com rabo de cavalo, para impor respeito aos eguns, bem como a espada flamejante, que faz dela a guerreira do fogo.
                Orixá feminino, filha de Oxalá e Iemanjá, Rainha dos ventos e das tempestades, deusa dos relâmpagos, temperamental, autoritária, Iansã sabe fazer prevalecer a sua vontade, sabe defender o que é seu e sabe demonstrar todo o seu grande amor e alegria. O devoto tem de estar convicto da sua crença, nunca pestanejar no culto desta Deusa magnífica.
                Iansã jamais abandona os seus filhos, lutando como um tigre para protegê-los de todos os males, além de ser incentivadora dos estudos, invenções, pesquisas científicas e das artes.
                No sincretismo religioso, Iansã é representada por Santa Bárbara, quando se manifesta como Iansã-Oiá, ou por Santa Joana D'Arc, quando se manifesta como Iansã do Balê (ou seja, do fogo), Iansã-Funã (sincretizada como Santa Madalena).
                Na Umbanda, sua cor é amarelo, coral em alguns terreiros, também o azul, usado em toalhas, guias (colares), roupas, enfeites e outros haveres, aceitam velas azuis-claras, vermelhas e brancas, no Candomblé, é o vermelho. Suas insígnias são o cálice, a espada e o leque.
                Seus cânticos, geralmente, demonstram autoridade, independência, poder de decisão, em seus pontos é comum fazer referências a Xangô (seu esposo), devido a ser fiel propagadora dos idéias de justiça do Orixá Xangô.
                Nas giras, nos terreiros, os médiuns incorporados, executam uma dança expansiva, ficam com atitudes elegantes, gestos ativos, ocupando amplo espaço, girando, tornando-se o centro das atenções do terreiro.
                O dia consagrado a Iansã é a quinta-feira, seu mês é o de Agosto, seu elemento é o vento, seus domínios são s ventos e as tempestades.
                Seu ponto de força  junto de Xangô, poderá ser no alto de pedreiras, ou perto de bambuzais ou beira de cachoeiras, longe da queda d'água.
DADOS
Dia: quarta feira
Data: 4 de Dezembro
Metal: Cobre
Cor: Amarela ou Vermelha
Partes do corpo: fígado e o sangue.
Arquétipo: É de pessoas audaciosas, poderosas e autoritárias, pessoas que podem ser fieis, de uma lealdade absoluta em certas circunstancias, mas que em outros momentos, quando contrariadas em seus projetos e empreendimentos, deixam-se levar pelas manifestações da mais extrema cólera. Pessoas, enfim, cujos temperamentos sensual e voluptuosos podem levá-las a aventuras amorosas extra conjugais, múltiplas e freqüente, sem reservas de decência, mas que não as impedem de continuarem muito ciumentas com seus parceiros por elas mesma enganados.
Símbolos: espada de cobre e o eru  (rabo de boi ou de búfalo)
fonte: Internet

sábado, 29 de outubro de 2011

BRUXARIA: UMA ESPIRITUALIDADE PARA O AGORA


A Bruxaria vê a natureza como sagrada – suas práticas vêm da compreensão dos ciclos da Natureza e do entendimento que todo o universo é vivo e, portanto, sagrado.
Através de seus ensinamentos, a Bruxaria nos mostra como viver em harmonia com a natureza – tanto a do ambiente quanto a nossa própria natureza interior. Portanto, a Bruxaria pode se descrita como uma “Espiritualidade Verde".
Nada mais importante, em tempos de aquecimento global e de tanta agressão ao meio ambiente.
Ademais, a bruxaria reconhece como princípios criadores do mundo o Feminino e o Masculino. É da união desses dois princípios que animais, plantas e, claro, o ser humano se reproduz.
 Praticamente tudo na natureza obedece a esse princípio. Como é uma religião pautada na reintegração do ser humano à natureza, nada mais natural do que a Bruxaria ver o Divino como sendo tanto masculino quanto feminino – e esse equilíbrio é igualmente importante em nossos dias.
Assim, a Bruxaria alivia alguns dos mais angustiantes anseios da vida moderna, como a desigualdade ente sexos, a exploração predatória da natureza, o consumismo e o receio da morte.

UMA MEDITAÇÃO PARA O AMOR
                     Meditação da Alquimia do Coração (criada pelo monge tibetano Atisha)
O ideal é que se faça essa meditação durante meia hora por dia, durante 21 dias seguidos. Esse é o período em que se pode obter alívio mais profundo e duradouro. Essa prática aprofunda o estado de paz e sustenta a harmonia em todas as ações, independente do que aconteça a sua volta.
Sente em um lugar confortável, com a coluna linhada e perceba as batidas do seu coração. Respire mais profundamente, mas sem fazer esforço, e perceba o coração como um centro de força, como um vasto oceano, que tem uma capacidade enorme de transformar tudo o que chega. Depois de alguns minutos, coloque a mão esquerda no peito, perceba que enquanto esse toque acontece do lado de fora do corpo, a respiração faz o mesmo dentro do tórax, que se expande. Quando mais profundo é esse contato, menos os pensamentos dispersivos vão interferir.
Concentre-se. Nesse momento, acolha todos os seus sentimentos; seja raiva, dor, ansiedade, medo, depressão, sem negar nada de que não goste, aceitando todos os desconfortos físicos e emocionais. Cada vez que inspirar, dê as boas vindas para todo o sofrimento. Imagine que eles chegam ao coração e lá são dissolvidos. Quando expirar, envie bênçãos de saúde e paz para todo o seu corpo.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

"Oração à Sagrada Mãe Oxum - Deusa do Amor Divino"


Sagrada Mãe Oxum, Trono do Amor na Criação Divina de Meu Deus!
          Deus que a tudo criou, em nada deixou de imantar com a essência do Vosso Amor.
          Amor às Estrelas, Amor a Todo o Universo, Amor ao nosso Planeta Terra, habitado por nós, seres humanos, encarnados ou desencarnados, que na nossa evolução retornamos ao nosso ponto de partida que é o Nosso Deus e em nossa caminhada está o Vosso Amor, Minha Mãe Divina.
          O Vosso amor está nas plantas, que nos fornecem o ar que respiramos, e absorvem os nossos negativismos energéticos eólicos, nos fornecem, por amor, seus frutos, para o nosso alimento, suas folhas para a cura de nossas enfermidades materiais e espirituais, e também por amor nos alucina com teus perfumes.
          O Vosso Amor está nos animais, que nos dão com seus modos de sobrevivência, o exemplo de como devemos Amar uns aos outros respeitando a Lei Divina da Cadeia Alimentar.
          O Vosso Amor está no brilho dos minerais, que inebriam nossos olhos com sua pureza!
          Está na pureza das águas que, mesmo sem olor e sem odor, são saborosas, pois tem o sabor do Vosso Amor.
          Ah! Sagrada Mãe Oxum, que está presente em todas as concepções de todas as espécies, Cristalinas; Minerais; Vegetais; Ígneas; Eólicas; Telúricas e Aquáticas, eu neste momento, por Amor, venho lhe agradecer por me conceder a honra de ser Vosso filho! E por Amor levarei a Vossa essência onde eu estiver!
          Que a Tua essência Divina esteja sempre presente, no meu sorriso; no meu abraço; no meu olhar; nas minhas palavras e até mesmo no meu silêncio quando este se fizer necessário!
          Hoje bem sei que a Maçã, um de teus símbolos Sagrados, é colocada nas fabulas como um elemento negativo na vã intenção de acinzentar o Vosso Amor, mas Vós na Tua Grandeza e Sabedoria sabeis que Tudo tem seu propósito, pois é a Maçã do Amor, tão apreciada pelos casais apaixonados, o símbolo maior dos eternos enamorados.
          Não morder a "Maçã do Amor", afastando-a de sua vida, não habilita ninguém ao "Paraíso".
          Um ser assim não evoluiu; isolou-se do que mais temia ou não aceitava como natural!
          Salve Nossa Senhora Aparecida, Nossa Mãe Oxum, Trono do Amor!
          Aiê iê Oxum!
       Por Valdeli da Silva               http://www.zantina.org/palestras/2006/oracaomaeoxum.htm